sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ashes to ashes, dust to dust.

Quem já não teve alguém querido que partiu? Quem já não pôde sentir essa ausência dolorosa que a morte nos traz? Quem já não vislumbrou que as lágrimas não amenizariam a dor? Todos nós, eu digo. Todos nós temos isso em comum.

Dizem que o tempo cura tudo. Eu discordo. Ele só ameniza o sofrimento, torna as coisas confortáveis e mais fáceis de serem encaradas. Algumas pessoas — raríssimas — fogem a essa regra; são impossibilitadas de dar a volta por cima. Essa sensação de frustração eu conheço.

E como se não bastasse a saudade, há as lembranças. Elas são mais cruéis. Ocasiões que não podem ser repetidas, apenas imortalizadas na memória. Por mais que seja agradável tecer pensamentos com o passado, é necessário desapegar-se a ele. Por mais que o peito lateje, por mais que a ferida da perda ainda não tenha cicatrizado. Eles estão em um lugar muito melhor que o nosso.

Para Silvia.

3 comentários:

Aymée Fávaro. disse...

Uma idéia que me conforta é a possível 'vida' após isso tudo .. Assim eu espero, pq senão to ferrada. hehehe :x

Mas vc não é a única a se sentir assim ..

Flávia Natividade disse...

Isso é verdade. Mas não só essa "perda" faz estragos, às vezes a ausência de quem gostamos é tão forte quanto.

Blyef disse...

É tão amargo o gosto da perda... Quando você tenta se enganar e fingir que se acostuma, o acaso faz questão de te lembrar que a dor não se esquece... Por mais que pareça cicatrizada, é como estilhaço preso no corpo. Algo vai te incomodar sempre, te cutucando, alertando você de que algo numa mais vai se restituir e que o jeito é morrer junto ou conviver com isso.

Muito bom ^^